segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Maremoto

Tô na tua onda, tsunami
Super onda vou de jacaré
Remo ou barco a vela, mas vou
Na poesia que me carrega
Rebenta o desejo -splash!- e gozo...
Na tormenta do teu corpo
E me água, me trovoa
Me onda, tsunami, me molha
Me balança, tempestade, me embola
Me transa e me enrosca
Nesse abraço dança
Comigo dança, vem...
E caio céu: banho de chuva
Quero nu contigo
Me água
Me mar
Me onda, me curva
Tsunami,
Todas minhas águas são tuas.

Niterói, 17 de novembro de 2016.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Espelho dágua

A poesia do barco a vela
Esse equilibrista da sutil linha
Entre um céu de gotas de nanquim
E um em nuvens de aquarela...
O sopro na flanela
Os rumos dos teus ventos
Em minhas correntezas
Suave toque relampeja!
Tempestade extasiante
Me navega
Não naufrago
As ondas no casco
Na verdade não batem nem engolem
Mas com ele dançam
Nas curvas intermináveis do mar sem fim
Dos nossos corpos.

Rio de Janeiro-Niterói, fevereiro/outubro de 2016