Bateu saudade
Na porta da casa dele
Chegou assim, sem aviso ou interfone.
Na porta da casa dele
Chegou assim, sem aviso ou interfone.
Dois beijinhos: tudo bem?
Não vai me deixar entrar?
Aqui plantada é que eu não vou ficar.
- Mas é que... agora não, disse.
Ó, meu segundo nome é paciência,
mas a minha já tá acabando.
Deixe-me entrar, vai?
Não vai me deixar entrar?
Aqui plantada é que eu não vou ficar.
- Mas é que... agora não, disse.
Ó, meu segundo nome é paciência,
mas a minha já tá acabando.
Deixe-me entrar, vai?
Não faço mal nem aperreio,
só dois dedinhos de prosa...
só dois dedinhos de prosa...
E precisas nem falar muito. Só ouvir.
Deixa eu contar como tenho andado
Deixa eu contar como tenho andado
Enquanto tentavas me deixar de lado
Só tentavas...
Só tentavas...
Eu só quero entrar - deixa?
Que se não for deixar, não faz mal
Saudade não carece de permisso
Pode deixar que eu te encontro
E entro
- querendo ou não
Quando ouças uma daquelas canções
E chego assim sem aviso
Na vista do reflexo no vidro
Na vitrine da janela do ônibus
Entre um pensamento e outro
Entro
Saudade não carece de permisso
Pode deixar que eu te encontro
E entro
- querendo ou não
Quando ouças uma daquelas canções
E chego assim sem aviso
Na vista do reflexo no vidro
Na vitrine da janela do ônibus
Entre um pensamento e outro
Entro
E apareço assim, sem querer
Trazendo ela a você.
Rio de Janeiro, 6 de julho de 2016.
Trazendo ela a você.
Rio de Janeiro, 6 de julho de 2016.